terça-feira, 29 de maio de 2012

OS SERES DO AMANHÃ - ÍNDIGOS E CRISTAL

                         
Há um tema que nos últimos anos tem chamado muito a minha atenção, sobretudo depois que minha filha nasceu e entrou na escolinha. Gostaria  de dividir com vocês essas minhas considerações e refletir sobre algo novo, mas fundamental para a saúde psíquica da nossa sociedade. Esse é um assunto extenso e não tenho a pretensão de concluí-lo agora, ao contrário quero apenas levantar a pontinha do véu e convidá-los para empreender comigo esse estudo, essa descoberta. Toda e qualquer consideração será bem vinda e me ajudará a avançar neste novo desafio.

Por opção, após o nascimento da minha filha, não voltei a atuar profissionalmente o que me deixou com tempo “livre” para observar coisas novas e cotidianas e estudar um pouco mais de filosofias que pudesse me dar uma explicação razoável para essas observações. Quando se desenvolve a “escuta terapêutica”, você não a abandona porque não está dentro de um consultório, o que muda é a sua forma de intervenção.

No setting terapêutico você é analista e conduz seu trabalho com alguém que foi buscá-lo profissionalmente. Mas no dia-a-dia são muitos os pedidos de ajuda e exposições de conflitos que nos atinge enquanto sociedade, mas que não sei ao certo qual a melhor forma de intervenção, pois afinal somos sujeitos e objetos desse mesmo enredo. Bom, uma luz vermelha acende constantemente diante de meus olhos me chamando a atenção para uma mudança brusca em nossas crianças, em nossos adolescentes, provocando uma inquietação à qual não pude ficar indiferente.

Dois momentos distintos de um mesmo movimento.

Cada vez mais adolescentes estão praticando atos como o “cutting” ou tentativas de suicídio, muitas vezes apenas como desafios para estar dentro da turma, mas com atos que levam a risco à vida , ou no mínimo deixam severas cicatrizes quer física quer psíquica.
Cada vez mais nossos bebês são introduzidos precocemente em berçários e escolinhas de educação infantil.

Coincidentemente, ou não, cada vez mais diagnósticos de Transtornos de Personalidade Borderline, TOC, Hiperatividade, DDA, TDAH, proliferam em escolas e consultórios. A ponto de esses termos terem se tornado corriqueiros e numa completa inversão de valores, alguns pais desavisados, falam de seus filhos hiperativos como um mal necessário, tipo mal do século.

A primeira pergunta que me fiz foi a seguinte: Porque o aumento desses diagnósticos? De fato aumentou o a incidência ou o rigor dos métodos diagnósticos? Se aumentou a incidência, que sociedade é essa em que vivemos que convive e promove o aumento de transtornos de personalidade ou hiperatividade tratando-os como se fosse um vírus de gripe corriqueira, ao qual todos estão expostos. ( Não quero menosprezar aqui o vírus da gripe, com todo respeito).

Como o estudo das sociedades matriarcal e patriarcal sempre norteou meu pensamento e, quem estiver familiarizado com a teoria junguiana bem conhece o conceito dos ciclos matriarcal, patriarcal,de alteridade e cósmico de desenvolvimento da personalidade, foi essa minha primeira via de avaliação.

É como se a sociedade patriarcal em que vivemos estivesse chegando ao seu limite. Um passo em direção a alteridade precisa ser tomado, não apenas enquanto indivíduos, mas enquanto consciência limite da sociedade. Falar sobre a sociedade patriarcal requer  textos a parte.

E enquanto me dedicava a isso fui  presenteada com um livro sobre crianças índigo, já ouviram falar? Mas antes de prosseguir quero fazer aqui uma grande ressalva alertando para o cuidado de mais um rótulo para as nossas crianças. Esse termo passou a ser usado indiscriminadamente por pessoas que transformaram as crianças, todas elas,  em avatares da humanidade, encarregados de fazerem por nós o trabalho de desenvolvimento quer espiritual quer psíquico que não nos dispusemos a fazer individualmente.Todo cuidado é pouco.

Crianças Índigo”,Lee Carrol e Jan Tober, Butterfly editora, é um dos primeiros livros sobre o tema. Livro de auto-ajuda é destinado aos pais, educadores, psicólogos e todos aqueles que se dedicam as crianças. Jan Tober entrevistou Nancy Ann Tappe, a primeira a identificar e a escrever sobre índigos em seu livro “Understanding Your Life Through Color ( Entendendo sua vida através da Cor). Segundo Nancy, resumidamente, cada pessoa emite uma cor  que identifica sua missão na vida, no planeta. Nancy consegue ver essa cor e conta que a partir dos anos 70 /80 percebeu que uma nova cor estava surgindo, isto é, estavam  nascendo crianças que apresentavam uma cor diferente do padrão já identificado, e essa cor é o índigo.

Recomendo a leitura do livro, pois não pretendo me estender sobre ele. Apenas, mais adiante, citarei as dez características mais comuns das crianças índigo, segundo os autores.
Bem, voltando ao ponto de partida, como disse essas reflexões começaram a partir da vivência cotidiana, com minha filha e as crianças que a cerca. Não sei quantos de vocês já tiveram a impressão de que tudo o que se aprendeu é inútil quando se trata dos próprios filhos. Bem a medida que minha pequena cresce, cresce também o número de vez em que estou em minha cozinha e penso que deveria rasgar o meu diploma e começar tudo de novo.Uma enorme sensação de que tudo o que aprendi sobre desenvolvimento infantil já não serve, está ultrapassado, é obsoleto.

Mãe desavisada, marinheira-de-primeira viagem, a tendência imediata é pensar que seu doce pimpolho é super dotado, sonho de todo ego envaidecido de mãe. Mas como o senso crítico de meu ego engolfado no ciclo patriarcal sempre me leva ao questionamento, abandonei as resposta mais simples, arregacei as mangas e fui à luta para entender um pouco do que está acontecendo. Até porque, minha filha não é a única criança de nossas relações que apresenta essa velocidade de desenvolvimento que nos deixa perplexa. Não, se trata de algo maior, não meu ou da minha família, mas da sociedade.

A entrada dela no mini-maternal foi um corte não apenas do cordão umbilical emocional, mas também da quebra de referência dos modelos idealizados ou aprendidos do que é educar.

Como se ampliou o contato com diferentes crianças de diferentes realidades, o padrão começou a se repetir. Mais e mais relatos de pais que pensam que não dão conta de acompanhar a rapidez com que seus filhos se desenvolvem, pensam, respondem, interagem e principalmente descobrem uma forma nova, própria de fazer suas coisas. Duas certezas começaram a se estabelecer.

Essas crianças parecem necessitar de mais de um adulto para satisfazerem a velocidade com que precisam e absorvem os estímulos e, decididamente, elas são diferentes de nós quando tínhamos a idade deles. Estamos diante de seres que trazem um novo paradigma para a humanidade, estamos diante dos Seres do Amanhã. Suas principais características são: (segundo Lee Carrol e Jan Tober)

  1. Elas nascem, sentem-se (e agem) como nobres.
  2. Acreditam “merecer estar neste mundo” e se surpreendem quando as outras pessoas não pensam da mesma maneira.
  3. Não têm problemas de auto-estima. Costumam dizer com freqüência aos pais “quem são”.
  4. Têm dificuldades em lidar com autoridades absolutas (sem explicação ou possibilidade de questionamento)
  5. Recusam-se a desempenhar determinadas tarefas. Esperar em fila, por exemplo, é algo difícil para elas.
  6. Frustam-se com sistemas ou tarefas que seguem rotinas ou rituais repetitivos em que não possam usar a criatividade.
  7. Costumam identificar maneiras mais eficazes de fazer as coisas tanto em casa quanto na escola, o que as torna verdadeiras “destruidoras de sistemas” ( não se adaptam a qualquer tipo de convenção).
  8. Parecem não se relacionar bem com pessoa alguma que não seja igual a elas. Se não encontram ninguém com quem possam compartilhar suas idéias e opiniões fecham-se e sentem-se incompreendidas. A escola normalmente é uma experiência difícil para elas em termos sociais.
  9. Não respondem a técnicas de disciplina associada à culpa (“espere só seu pai chegar em casa e ver o que você fez”).
  10. Não têm vergonha ou problemas em expressar suas necessidades.

Ah! Só para terminar, essas crianças estão mudando o paradigma de consciência da humanidade e já estamos no século 21. Será que eles é que são do amanhã ou o futuro já chegou?




segunda-feira, 21 de maio de 2012

SUPER NANNY X NANNY McPHEE

              Como Educar com limites nos dias de hoje


“Quando vocês não me querem, mas precisam de mim, eu estou. Quando vocês me querem, mas não precisam mais de mim, então eu vou.” – Nanny Mcphee

O que mais se discute em Educação atualmente é a questão do limite. E sobre esse assunto encontramos todas as tendências possíveis e imagináveis. Algumas famílias não dão limites por acharem que não precisam, outras por verem ai um tipo de castração, outras ainda pensam que estão educando com limites, quando na verdade não estão e finalmente existem aquelas que não têm a menor ideia do que seja isso.

Escolhi dois modelos famosos de educar com limites para ilustrar esse tema. Dois modelos opostos e que certamente agradam ou a gregos ou a troianos.
Super Nanny é a educação tradicional, baseada em regra-gratificação-punição. Claro que tudo muito bem estruturado e com respeito e amor tradicionais às crianças. Quando o caos está instalado e colocar limites se torna uma questão da sanidade parental ou do fim da família, a gente apela para tudo. E certamente o método dá certo. Aliás tem dado certo há tantos séculos que está mais do que comprovada sua eficácia. Não tem o que se discutir quanto a isso.

Se me perguntam o que eu acho...bem serei muito sincera.
Conhecem o ditado: “cachorro sem cerca fica louco”. Então, se aplica neste caso. Criança sem limite adoece emocionalmente, psiquicamente. Prefiro criança com limites rígidos e claros para serem transgredidos do que criança sem limite algum.

Contudo, esse não é o modelo que eu quero para minha filha. Nem pensar.
Acho muito interessante os comentários de algumas mães sobre o “método Super Nanny”. Parece a descoberta da pólvora. A solução para todos os problemas. A cura para o mal da falta de educação. Para algumas famílias pode até ser mesmo. (Principalmente aquelas que já vivem no caos).
Esse modelo é a quintessência da lógica patriarcal, onde um manda e o outro obedece. E esse que manda é o detentor da verdade, do poder. É a figura do Pai Poderoso Zeus no trono do Olimpo “ensinando” e ordenando a seus filhos a fazerem o certo e o correto, para continuarem sendo seus filhos bem-amados. É Hera, bem sentada em seu trono ao lado de Zeus, criando filhos bem-educados, amados pelo pai, elogiados por todos, dentro de uma casa harmoniosa, tranquila, segura, quieta e fria.
Mas, sinceramente, para essa nova geração que está ai, acho que complica mais do que ajuda.
“Quando vocês não me querem, mas precisam de mim, eu estou. Quando vocês me querem, mas não precisam mais de mim, então eu vou.”
Quem já assistiu o filme “Nanny McPhee” deve se lembrar desta frase. Ela a usa sempre que chega em uma nova família e as crianças tomam seu primeiro susto com sua forma sui generis de agir. É, por assim dizer, seu cartão de visitas.
Nanny Mcphee é feia, velha com semblante severo e amargo. Parece muito com uma bruxa. As crianças têm que obedecê-la por medo. E quando ela bate sua bengala no chão, então, têm de obedecê-la por força da magia.
“Quando vocês não me querem, mas precisam de mim, eu estou. Quando vocês me querem, mas não precisam mais de mim, então eu vou.”
São crianças indisciplinadas, malcriadas, egoístas, sem limites que  precisam de alguém para mostrar-lhes um caminho, dar-lhes uma orientação. Mas essas crianças não querem ninguém que faça isso. Como toda criança sem limite, sem noção, julgam-se autosuficientes e não querem mudar. Não querem aceitar regras, nem dividir, nem respeitar, muito menos entender a existência do Outro (qualquer Outro Ser).
Mas apesar de ser rejeitada, Nanny Mcphee não desiste e procura levar cada criança a entender a primeira lição: existe um Outro. Esse é o primeiro limite : tem o EU e tem o OUTRO.
E a cada lição aprendida Nanny Mcphee  ganha um atributo de beleza, de leveza, de luz.
O segundo passo é a criança entender que se existe um EU e um OUTRO é necessário respeito para cada parte, para cada vontade, para cada espaço.
A criança se transforma junto com Nanny Mcphee e fica mais calma, mais leve, com mais brilho. E mais uma verruga cai do rosto da velha bruxa.
Daí em diante já esta muito mais fácil e a terceira lição pode ser absorvida. As crianças – o Eu e o OUTRO que de reconhecem e se respeitam, precisam  colaborarem uns com os outros, pois a força vem da união, do dividir, do estar junto.
Daí nasce o amor. Amor entre crianças. Amor para com Nanny Mcphee e estas crianças querem desesperadamente que nunca mais ela vá embora. Que nunca fique longe. Que continue a guiá-las para sempre...como um porto seguro.
“Quando vocês não me querem, mas precisam de mim, eu estou. Quando vocês me querem, mas não precisam mais de mim, então eu vou.”
Então chega a hora da quarta lição...andar com as próprias pernas. Fazer suas escolhas, trilhar o seu caminho. Acertar...errar, mas tentar. Com respeito, colaboração e amor ao próximo. Sem o adulto para dizer o que é certo ou errado. Então Nanny Mcphee vai embora, linda, jovem e reluzente deixando para trás crianças que sempre a amarão, mas que não precisam mais dela.
O nome disto é ensinar com amor e autonomia.
LIMITE, AMOR, AUTONOMIA
Um não deve andar sem o outro.
Esta nova geração precisa muito disto!
Como pais estamos preparados para EDUCAR assim?

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Educação Intuitiva

Há tempos procuro uma resposta para algumas decisões que intuitivamente tomei em relação à educação da minha filha. Sabia que mais cedo ou mais tarde conseguiria respaldo e aquela sensação de estar completamente louca ou errada acabaria.

E ESSE DIA CHEGOU!!!

A história é polêmica e só agora que ganhou a grande mídia é que a coisa vai pegar fogo,mas eu adoro polêmicas em Educação.

Trata-se da CRIAÇÃO COM APEGO ou  "attachment parenting", é uma expressão cunhada pelo pediatra americano William Sears. Já postei um link onde vocês podem se informar mais sobre o tema.

Não vou levantar a bandeira deste modelo de criação, até porque não  conheço suficientemente, mas há alguns pontos que sempre fiz, sem saber que era esse o nome.

Uma das coisas mais criticadas pela Psicologia Moderna é o fato da criança dormir na cama dos pais.
Só Deus sabe quanta bronca, reprimenda, olhar torto e tudo mais eu ganhei por isso.Qualquer problema que acontecia, claro que a fonte era essa. Mas seja pela teimosia caracteristica dos capricornianos, seja pela aguçada intuição de mãe, consegui resistir sem me deixar abalar.
No meu caso,tudo começou , infelizmente, pela Depressão Pós-Parto, que ao mesmo tempo me deixava incapacitada de levantar tantas vezes durante a noite para dar de mamar, quanto me provocava um medo exacerbado da minha pequena ter morte súbita. Então era melhor tê-la comigo durante a noite.

Mas o tempo foi passando, fiquei curada e ai  fui descobrindo um enorme prazer em ter meu rebento ao meu lado, encaixado em mim durante a noite. Podendo trocar o calor do meu corpo para aquecê-lo. Ouvindo sua respiração suave, amparando nos momentos os sonhos maus o aflige; cuidando quando está doentinho. Fui percebendo que isso diminuia a ansiedade dela e  minha e a partir de então o motivo tornou-se simplesmente cuidado e prazer.

Quanto falatório e críticas por isso!!!!!

Mas como um pouco de conhecimento em História não faz mal a ninguem, busquei  referências nas diferentes culturas desde a antiguidade, onde a criança era sim criada na cama com os adultos, principalmente com as mães. Na Grécia antiga, as casas eram divididas em em Androceu- a ala masculina onde aconteciamos encontros, as reuniões dos homens, as festas. E o Gineceu- onde ficavam as mulheres e as crianças. Da mesma forma na Idade Média, as crianças dormiam com suas mães ou amas e os senhores e os guerreiros tinham a ala deles.

O quarto do casal é uma invenção da família burguesa, que muda muito as relações parentais vividas até então e são o modelo que seguimos até hoje.
Bem seguimos em parte, pois nas família de baixa renda é mais do que comum as crianças dormirem com os adultos ou com crianças mais velhas, por falta de cobertores mesmo.


A Psicologia defende que a criança tem que dormir em seu quarto e em sua cama para desenvolver autonomia e estruturar o Ego, diferenciando-se da mãe.

Freud, com a descoberta, importante é bom ressaltar, da sexualidade infantil, povoa de desejos inconscientes todos os atos onde a libido = afeto esteja presente. Principalmente aqueles que acontecem nas quatro paredes dos quartos.

Não posso negar os muitos relatos de crianças que foram abusadas sexualmente, por compartilharem a cama com os pais, nem de casais que têm relações sexuais, mesmo com os filhos em suas camas, sobretudo em camadas socio-economica-culturais mais desprovidas. É fato.

Mas tudo isso se deve a uma peversão do mundo patriarcal com sua lógica fálica! É uma doença social que de tanto ser perpetuada, tornou-se normal.

O que acontece com a Criação com apego ou Educação Intuiva, termo que eu prefiro, é que é por consciência e escolha que colocamos nosso filhos em nossas camas. E quando escolhemos isso, escolhemos também viver a nossa sexualidade de forma diferente e mais inventiva, se querem saber. É abrir um espaço em nossas vidas muito maior para sermos pais e mães.

É acreditar que as crianças têm vozes que precisam serem ouvidas.

Criança criada com afeto e com respeito desenvolve um Ego saudável, supera suas fases de desnvolvimento com naturalidade e se prepara para ser um adulto responsável de uma forma muito mais gostosa. Quando o desenvolvimento é saudável a natureza, os hormônios fazem com que a criança busque o seu quarto, o seu espaço, a sua cama...para viver o seu grande mundo interior. Ninguém precisa ter dúvida disso.

CONSCIÊNCIA E ESCOLHA!

 Isso faz toda diferença.

O mesmo serve para o segundo ponto mais atacado pelos Psicólogos e Nuticionistas, que é a relação com a comida.
Acreditem, às vezes forças demais só atrapalha.

Os princípios da Criação com apego são:

1- Preparação para a gravidez, o nascimento e a mater-paternagem.
2- Alimentação com amor e respeito.
3- Responder sempre com sensibilidade.
4- Praticar a Criaçao baseada no Apego.
5- Incluir esa criação também durante as noites.
6- Fornecer carinho constante.
7- Praticar a disciplina positiva.
8- Esforçar-se para o equilíbrio na vida pessoal e familiar

A forma como cada família escolhe viver isso é única e por isso mesmo gera uma diversidade maravilhosa.

Esse texto é muito mais um desbafo. Sintam-se a vontade para criticarem e cometarem muito!

e me deu vontade de terminar como minha amiga Fabiana Desidério, do Conversa de mãe:

FIM

Maternar Vida: A criação com apego e a neurociência

Maternar Vida: A criação com apego e a neurociência: Segue abaixo um texto bastante interessante que foi escrito pela Lígia, bióloga, do blog Cientista que virou mãe , vale muito a pena ler ...

domingo, 13 de maio de 2012

Mãesupial

Aderindo à campanha do Programa Papo de Mãe : mães sem culpa.... resolvi assumir de vez meu lado mãesupial.

É aquele lado mãe-canguru, que adora carregar e nutrir a cria, até quando a maioria das espécies ja abandonou esta fase.

(O marsupial é um animal, mamífero, cujo desenvolvimento das crias se processa principalmente fora do corpo das fêmeas, dentro de uma bolsa, o marsúpio (latim: MARSUPIUM). O Canguru, por exemplo.)


Vai dizer que existe coisa mais gostosa do que dormir como uma conchinha, bem encaixadinho com o filhote e acordar no meio da noite com aquela mãozinha te  fazendo carinho. Ou ouvir a respiração tranquila ou a risada dele enquanto sonham?

Vai dizer que algo descanse mais do que tomar um  banho depois de um dia agitado e deitar de pijaminha, aninhada na cria para nem se ligar no está passando na TV, apenas ficar sentindo o cheirinho da tua criança prestes a dormir?

E quando eles começam a crescer e passam o dia fora, explorando o mundo e voltam a noite para o teu ventre, aconchegado, cansando, largado de tantas descobertas e simplesmente te dizem: - Mamãe, te amo!

Que gostam de fazer mousse de chocolate com você. Que adoram teu bifinho e que acham que tua sopinha não tem igual no mundo.

Que puxam teu rosto enquanto você trabalha no computador, só para  te dar um beijo e que  nunca param de falar sobre as coisas que aconteceu na escola.

Vai dizer....???....

Que me desculpem os colegas Psicólogos, os amigos Pediatras e os queridos Educadores, mas neste dia das Mães, eu quero mesmo é ser Mãe-Canguru.

Não importa a idade da minha cria, da minha filha...que ela volte sempre para o calor do meu útero símbólico. Para o meu marsupio sempre pronto para recebê-la.

Que meu ninho nunca fique vazio.

E quando a vida chamá-la para aventuras que resultem na inoxerável separação, que ela sempre saiba que que tem uma bolsa prontinha para nutrí-la.

Parabéns a todas as Mamães!!!!

assinado Mãe -Canguru assumida e sem culpa.








terça-feira, 28 de junho de 2011

O Massacre de Realengo-RJ e Bullying

Em 07 de abril de 2011, assistimos em estado de choque a cenas de violência desmedidas e inimagináveis. Todos ficamos preplexos e dificilmente algum pai deixou de se colocar no lugar daqueles que perderam seus filhos naquela tragédia. Durante horas e dias os noticiários encheram nossas casas de imagens terríveis ao ponto da saturação, até que, já anestesiados pela exposição massiva da mídia, paramos de falar e pensar no assunto. A Páscoa estava se aproximando e tinhamos de pensar nos ovos...de comprar e comprar e comprar.

Refiro me a tragédia que ocorreu em Realengo, no Rio de Janeiro, quando  Wellington Menezes  entrou numa escola no período de aula e começou a atirar, matando crianças inocentes.

Muitas questões de suma importância foram levantadas com esse episódio : segurança em escolas; doenças mentais (esquizofrenia foi a mais cogitada); isolamento social; bullying.

 Esperei até agora para me manifestar, pois fiquei aguardando o laudo oficial da psiquiatria forense para comentar o assunto. E tive de esperar porque esse laudo não apareceu, pelo menos não na grande mídia ou com fácil acesso pela internet. Estava prometido para um mês depois da tragédia, mas até agora nada..... Se alguém tiver alguma informação a respeito por favor me encaminhe.

Pois bem, essa falta de continuidade da mídia diante desses acontecimentos é sempre a mesma...mudou  a pauta e seguimos em frente. E nós como sociedade fazemos o mesmo. Passada a comoção geral, tocamos a vida um pouco mais calejados e deseacreditados na  humanidade - ou não- e seguimos para os próximos capítulos.

Mas acho importante voltar a isso pois, como disse, ali se falou muito em fatores traumáticos que desencadeiam episódios violentos, sobretudo o mais comentado do momento que é o Bullying. Assunto seríssimo, sem dúvida e que merecerá muitas discussões aqui, mas não agora. Tomarei emprestado um artigo de uma grande amiga, a psicoterapeuta Sâmara Jorge que escreveu algo muito profundo e sensível sobre o tema. Vou publicá-lo na integra a seguir.

Quero analisar a questão da doença mental e do preconceito em relação a ela e do isolamento social e nossa forma de lidar com isso.

Em primeiro lugar, muito se falou em esquizofrenia. E falou-se de forma tão leviana que assustou. Eu ouvi e presenciei o desespero de uma mãe, cujo filho é esquizofrênico e tem mais ou menos a idade de Wellington Menezes, pensando se um próximo surto do filho poderia desencadear trágedia semelhante.... Bem como a tristeza desta mesma mãe ao saber que seu filho seria ainda mais segregado por ser esquizofrênico daquele momento em diante.

Antes de mais nada alguns esclarecimentos:
  1. Wellington Menezes não cometeu aquele desatino por ser esquizofrênico e sim por nunca ter recebido tratamento adequado e não estar medicado.
  2. Ninguém pode afirmar se ele era ou não esquizofrênico, pois nunca passou por um diagnóstico que comprovasse ou não a doença e indicasse o tratamento.
  3. A esquizofrenia em si não faz de ninguém homicida, mas a falta de tratamento pode leva-lo na maioria das vezes ao suicídio e em casos extremos ao homicídio.
  4. O problema da esquizofrenia, como de toda e qualquer doença mental não é a doença em si, mas a falta de tratamento, medicação, desinformação, preconceito e exclusão social.
  5. Bullying é um problema social sério que leva questões psicológicas graves, mas por si só não leva ninguém a cometer destinos.
Mas por que diante deste acontecimento veio a tona esses assuntos???

Porque depois do estouro da boiada, todo mundo tinha algo a falar sobre a porteira.

Wellington Menezes passou a vida toda sendo como ele sempre foi. Os próprios depoimentos pós-tragédia confirmam isso. Era estranho, isolado, com tendências ao fanatismo religioso, filho de uma mãe biológica esquizofrênica, discriminado na escola, vítima de gozação e tudo mais que se falou a respeito dele. Ma somente depois dele ter colocado em prática todo desequlíbrio psíquico, ter partido para a ação é que as pessoas resolveram se manisfestar. Não antes.

Ele sempre foi assim. Todo mundo percebeu!  Família, escola, professores, colegas, vizinhos...todos sabiam que ele era "esquisito" e ninguém fez nada. Ao que parece a mãe adotiva teve alguma iniciativa de procurar ajuda psicológia, mas ele não aderiu ao tratamento e nunca saberemos o que esse profissional que o atendeu chegou a perceber sobre sua personalidade. Depois da morte da mãe( adotiva aqui é mais um preconceito, pois ela era a mãe verdadeira que cuidou dele, se preocupou com ele e tentou intervir de alguma forma), esse rapaz ficou a merce de sua própria sorte. Completamente abandonado com sua doença e a merce dela.

Para mim tão chocante como o fato dele ter assassinado tantas crianças é o fato da família dele tê-lo abandonado tão enormente que não quiseram nem reclamar o corpo deixando-o ser enterrado como indigente, quando todos sabiam quem ele era. Sinal de abandono maior não pode haver. Não vamos macular nossa família, nosso nome, nossas vidas nos identicando com esse monstro. Ele está morto...graças a Deus. Pode até ser por medo de repressálias que os familiares agiram assim, pois não duvido nem um pouco que essas repressálias e discriminações aconteceriam, tornando a vida dessas pessoas um inferno. Quem sou eu para critica-los diante disto. Só continuo afirmando que Wellington não foi abandonado em sua morte. Já havia sido abandonado muito antes disso, durante toda a sua vida.

E nós, da nossa conforatável posição social, quantos Wellingtons não estamos abandonando durante a vida?

Todos nós estudamos e sabemos das brincadeiras  e apelidos que se colocam nas escolas e nos casos mais sérios e duradouros, quando ocorre o que chamamos de Bullying. Todos sabemos, comentamos e não fazemos nada. Escola, professores, inspetores, alunos, faxineiros, seguranças e quem mais estiver nos ambiente escolar. Pais de alunos, famílias inteiras, todos sabemos, em maior ou menor grau. Sabemos e não fazemos nada. Não é da nossa conta , não vamos nos intrometer. Não é educado.

Mas quando explode uma tragédia desta vemos que estamos no mesmo barco.

Quem não sabe de um vizinho com comportamento meio estranho, mas não fazemos nada. No máximo morremos de dó da família, mas paramos por aí. Vivemos isolados em nossos mundinhos e esse comportamento do politicamente correto nos exime de nos intrometer em brigas de casais, em agressões a crianças, em situações de Bullying. Continuamos sentados em nossas posições confortáveis esperando pela próxima tragédia. Aliás o termo correto é intervir e não intrometer. Intervir e não se omitir. Nos isolamos atras das paredes de nossos mundos e apenas nos resignamos diante das tragédias sociais que presenciamos dia-a-dia.

Socialmente estamos sofrendo de isolamento social.

E não somente aqueles que vivem trancados em seus mundo, no interior de seus pequenos quartos.

Nós deixamos passar, para não nos comprometermos.

Nossa sociedade está gravemente enferma!

Não dá para discutir Bullying sem antes olharmos para nós mesmo e nos posicionarmos diante destes casos. Não dá mais para continuarmos a ver a doença mental com tanto preconceito e não nos comprometermos, nos engajarmos.

Enquanto não mudarmos nossa forma de intervir neste mundo continuaremos a ser passivos espectadores de tragédias anunciadas. Estaremos esperando a próxima.

BULLYING por Samara Jorge

http://www.samarajorge.com.br/bullying.html


Na última semana, o Brasil ficou chocado com a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro. Fomos todos invadidos por sentimentos de perplexidade e impotência. Saímos em busca de explicações. Afinal, o que leva um rapaz de 24 anos a cometer um ato de crueldade dessa proporção? Crianças inocentes pagaram com a própria vida pelos problemas vividos pelo ex-estudante. E as que sobreviveram, assim como suas famílias, jamais esquecerão o que viram e a experiência que tiveram naquela terrível manhã. Como mãe e como psicoterapeuta, me pergunto qual é a nossa responsabilidade em casos como esse?

Essa talvez seja uma boa oportunidade para refletirmos sobre como estamos criando nossos filhos. Crianças precisam de norte, de direção. Precisam de afeto, do olhar amoroso dos pais, de acolhimento e de reconhecimento. E de amor, muito amor. Mas precisam também de limites e, sobretudo de conseqüências quando cometem atitudes que desrespeitam, desconsideram ou invalidam o outro em suas vidas.

Nós, pais, precisamos estar atentos ao que nossos filhos precisam. Muitas vezes, um limite dado com afeto, mas com firmeza é uma demonstração inequívoca de amor e segurança para a criança. Vale também refletir sobre a seguinte questão: Será que nós, como pais, agimos com respeito na relação com nosso filhos e em nossas vidas? Será que exercemos nosso papel de cidadãos com consciência? Afinal, somos modelos para nossos filhos, que constroem seus valores convivendo e observando nosso comportamento e nossas atitudes.

Diálogo é também essencial. Mas não entendamos o diálogo como passar longas horas falando com nossos filhos sobre a melhor forma de agir ou se comportar. Ouvi-los é fundamental. Ouvi-los contar sobre o seu dia, sobre suas experiências com os colegas, ouvi-los falar sobre o que lhes passa internamente. Isso dá trabalho e demanda tempo. Quantos de nós realmente paramos para esses momentos? Corremos tanto, trabalhamos sem parar e muitas vezes não nos damos conta de que nossos filhos podem estar sofrendo ou fazendo sofrer. E, não raro, só percebemos que algo está errado quando a escola começa a marcar uma reunião, chama para conversar ou, o que é pior, quando alguma coisa mais grave acontece. Muitas vezes pode ser tarde demais...

Tudo indica que o atirador do Rio de Janeiro sofreu bullying e, embora esse não tenha sido o único fator a levá-lo a cometer esse ato absurdo contra as crianças e contra si mesmo, certamente teve alguma influência importante no desenrolar de sua vida, sua história e seus transtornos. Atendo muitos pais em meu consultório que relatam com uma frequência assustadora esse problema nas escolas de seus filhos.

O que é bullying


Chamamos de bullying todas as atitudes agressivas e repetidas entre crianças e adolescentes – estudantes. Inclui-se aqui, qualquer atitude exercida por um estudante para humilhar, fazer sofrer ou intimidar o outro: apelidos, perseguições discriminações, chacotas, exclusões, preconceitos e até a agressões físicas, sexuais e morais.

Entretanto, é importante discriminar um momento de agressividade ou uma briga do bullying. Só podemos entender como bullying atos agressivos frequentes e repetidos com o mesmo alvo. Muitas vezes, as crianças passam por fases em que estão mais briguentas, mais intolerantes ou agressivas. Essas atitudes podem ser a manifestação de algum problema circunstancial, de alguma dificuldade em lidar com uma situação qualquer em sua vida. É preciso que pais e professores fiquem atentos para que possam fazer essa diferenciação.

Crianças vítimas de bullying, em geral, possuem características diferentes do agressor e sentem-se fragilizadas com essa condição. Podem ser crianças com problemas de insegurança, que já sofrem violência em suas casas, com baixa autoestima, obesidade, timidez, deficiências físicas, diferenças étnicas, culturais, econômicas, e que acabam intimidadas pela diferença, sobretudo de poder que sentem em relação ao agressor. Por se sentirem frágeis, sem recursos e com medo para dar um basta, acabam por se submeter, inclusive por sentirem vergonha de suas “fraquezas e fragilidades”. Em alguns casos, felizmente raros e extremos, podem chegar a tentar ou cometer suicídio.

Já as que praticam o bullying são crianças agressivas, por vezes dissimuladas, que podem ter relações familiares desestruturadas afetivamente. Não é raro que possuam pouca atenção, carinho e cuidados, recebendo poucos limites, ou ainda, que sejam vítimas de agressões físicas e verbais por parte de seus pais.
Como diagnosticar o bullying


É preciso que pais e professores fiquem atentos ao comportamento das crianças. No caso da vítima, se a criança começa a não querer ir à escola, ter baixo rendimento escolar, diz ter medo de ir à escola ou fazer o trajeto sozinho, sente-se mal na hora de ir para a aula ou, com uma certa frequência, chega em casa machucado, sem dinheiro e com materiais estragados, ele pode estar sendo vítima de bullying.

Já no caso do agressor, crianças com comportamento agressivo, provocativo, que não se responsabilizam por seus atos, que apresentam dificuldade em se relacionar com outras crianças, em geral intimidando-as, podem, potencialmente, (mas não necessariamente), praticar o bullying.
Formas de tratamento


Se suspeitar que seu filho está sendo vítima de bullying, o primeiro passo é ter uma conversa com ele sobre o assunto. É importante que os pais tenham disponibilidade, paciência e ouçam o filho com uma atitude carinhosa e acolhedora. Prepare-se, pois pode ser que por medo, culpa ou vergonha ele não queira falar ou negue o que está acontecendo. Procure mostrar que ele não tem culpa, mas, ao mesmo tempo, não deixe de esclarecer se alguma atitude dele pode ter provocado a agressividade do colega.

Jamais o recrimine por não ter conseguido lidar com a situação. Incentive-o a contar o que está acontecendo, fazendo com que ele confie que estará a seu lado e que o ajudará. Em hipótese nenhuma aceite manter o bullying em segredo. Ajude-o a compreender que a única forma de resolver a situação é tornando-a clara, pois todos precisam de ajuda: ele e o agressor.

Não o incentive a revidar as agressões e não peça a ele que tenha qualquer atitude que não esteja pronto para tomar. Elogie sua coragem em ter falado sobre a situação com você. Deixe claro que entrará em contato com a escola, para contar o ocorrido, para que, juntos, possam tomar providências. Faça isso rapidamente e, mesmo que não pareça tão grave, não entenda essa situação como brincadeira entre crianças, pois não é!

Caso sua suspeita seja a de que seu filho está praticando bullying, da mesma forma, converse com ele. Esteja também disponível para ouvi-lo como alguém que precisa de ajuda e evite, de todas as formas, ser agressivo com ele, assim, você estará dando a ele um modelo saudável de como lidar com conflitos e problemas. Não deixe para lá ou minimize a situação. Deixe claro que desaprova completamente sua atitude, mas não ponha em dúvida o amor que sente por ele. Não esqueça que há uma parcela de responsabilidade da família nas atitudes de nossos filhos. Diga que irá ajudá-lo, mas que, para isso, terá que conversar com a escola sobre o que está acontecendo, para que, juntos, encontrem uma solução para o problema. Procure não apenas julgá-lo, mas ouça o que ele tem a dizer sobre a situação e sobre o que ele acha que pode estar levando-o a ter esse tipo de comportamento.

Se ainda não o faz, dê a ele regras e limites claros, mas sem ameaças ou intimidações. E faça valer esses limites, impondo consequências caso não sejam respeitados. É importante que esses limites sirvam para estruturá-lo e conscientizá-lo sobre suas atitudes. Promova uma conversa entre ele e o colega que está sendo agredido, criando uma oportunidade para que se desculpe. Se possível, peça a ajuda da escola para criar essa oportunidade. Não se esqueça de elogiá-lo, caso consiga fazer isso! Além das consequências seu filho precisa de ajuda, lembre-se disso.

Em ambos os casos, é imprescindível que família, escola, agressor e agredido se envolvam na busca por soluções para o problema. A psicoterapia é uma possibilidade a ser considerada, já que, tanto os agressores, como os agredidos e as famílias podem se beneficiar desse tipo de ajuda para entender o que está acontecendo e lidar com o problema.
Formas de combater o bullying


Nada é melhor e mais eficaz do que a consciência. É importante que pais e escolas conversem com suas crianças sobre o assunto, sobre a importância de se respeitar diferenças, de lidar com preconceitos. Para os pais, uma dica é se interessar e participar da vida e das atividades de seus filhos. Conversar com eles constantemente e abrir um canal de comunicação, afetivo e seguro são atitudes essenciais.

No caso das escolas, promover a participação dos alunos em discussões sobre regras de comportamento, projetos de inclusão de diferenças ou que desenvolvam solidariedade e trabalhem conceitos de ética, cidadania e responsabilidade social, podem prevenir o problema.

Sâmara Jorge é psicoterapeuta de orientação junguiana, especialista em Psicologia Analítica pela Opus Psicologia e Educação, atende adolescentes, adultos e casais e, paralelamente, desenvolve grupos de supervisão clínica, orientação de pais de gêmeos e estudos sobre temas ligados à Psicologia Analítica e à Mitologia Grega. É articulista em diversos sites e revistas.